Tiago Oliva Schietti explica por que consórcio de veículo cobre mais que carro

Luca Montari
Luca Montari
Tiago Oliva Schietti

Consórcio de veículo não se limita a carros de passeio. Tiago Oliva Schietti salienta que, embora essa seja a imagem que primeiro vem à cabeça quando o assunto aparece numa conversa qualquer. Especialistas costumam listar outras categorias que cabem dentro do mesmo tipo de consórcio, mostrando um leque bem mais amplo do que a maioria das pessoas imagina.

Conhecer essa variedade ajuda tanto quem pensa em comprar um veículo comum quanto quem precisa de equipamento específico para trabalhar, já que a lógica do consórcio funciona de forma parecida em qualquer uma dessas categorias.

Carros e motos são só a porta de entrada

Automóveis de passeio e motocicletas costumam ser os primeiros exemplos lembrados quando alguém menciona consórcio de veículo, e não é à toa: são as categorias mais procuradas e mais fáceis de encontrar em qualquer administradora. Motos, em particular, atraem quem busca uma opção de transporte mais barata do que um carro, tanto na compra quanto na manutenção.

Essas duas categorias funcionam como a porta de entrada mais comum ao consórcio de veículo, mas representam apenas parte do que realmente está disponível dentro dessa mesma modalidade.

Dentro da categoria de carros e motos, ainda existe variação quanto a modelos zero quilômetro ou seminovos, dependendo das regras específicas de cada administradora, o que amplia ainda mais as opções para quem está decidindo qual caminho seguir dentro desse segmento mais popular.

Caminhões e máquinas agrícolas também entram na categoria

Caminhões, ônibus e tratores fazem parte do que o setor chama de veículos pesados, voltados principalmente para quem trabalha com transporte de carga, logística ou produção rural. Transportadoras, motoristas autônomos e produtores agrícolas costumam recorrer a essa categoria para renovar ou ampliar a própria frota de trabalho.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Tiago Oliva Schietti observa que, para quem depende desses veículos para gerar renda, o consórcio funciona como uma forma de planejar a substituição de equipamentos sem comprometer o caixa do negócio com juros altos, desde que exista margem para esperar pela contemplação sem prejudicar a operação diária.

Essa margem costuma existir quando a substituição é planejada com antecedência, e não motivada por uma quebra inesperada do equipamento atual, situação em que a urgência tende a favorecer outras formas de crédito mais rápidas do que o consórcio.

Embarcações e aeronaves completam o leque

Menos conhecida, mas igualmente prevista dentro da categoria de veículos, está a possibilidade de consórcio para embarcações e até aeronaves. Tiago Oliva Schietti pontua que esses são geralmente voltados a um público mais específico que já tem familiaridade com esse tipo de bem.

Apesar do valor mais alto envolvido nessas categorias, a lógica de funcionamento continua a mesma: contribuição mensal sem juros, contemplação por sorteio ou lance, e liberação da carta de crédito diretamente ao vendedor escolhido pelo consorciado contemplado. A principal diferença costuma estar no prazo e no valor das parcelas, ajustados à faixa de preço característica desses bens de maior valor.

Reconhecer a categoria certa muda a decisão

Antes de descartar o consórcio por achar que ele serve apenas para carro ou moto, vale verificar se a categoria que realmente interessa está disponível junto à administradora escolhida, já que nem todas oferecem o mesmo leque de opções dentro de veículos.

Tiago Oliva Schietti resume essa variedade lembrando que o consórcio de veículo é bem mais amplo do que a propaganda mais comum costuma mostrar, cabendo desde uma moto popular até um trator ou uma aeronave, dependendo da necessidade específica de quem está buscando crédito para esse tipo de bem.

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