Construção civil movimenta empregos e renda no interior de Roraima

Diego Velázquez
Diego Velázquez
Guilherme Campos

Em um mercado cada vez mais pressionado pela necessidade de gerar oportunidades de trabalho, a construção civil segue sendo um dos setores com maior capacidade de absorção de mão de obra no Brasil. Guilherme Campos, empresário do setor imobiliário e agro, conhece de perto esse efeito multiplicador em Roraima, onde cada canteiro de obras aberto movimenta uma extensa cadeia de profissionais, fornecedores e prestadores de serviço. Em estados com economia em formação, o impacto é ainda mais visível: a obra que começa hoje vira salário, consumo e arrecadação em poucas semanas.

A cadeia produtiva que nasce de cada canteiro de obras

Um empreendimento imobiliário de médio porte mobiliza dezenas de funções diretas, do servente ao engenheiro, e centenas de postos indiretos em olarias, madeireiras, lojas de material, transportadoras e escritórios técnicos. Conforme detalha Guilherme Campos, a construção civil tem a particularidade de empregar rapidamente e de qualificar no próprio processo: o trabalhador que entra como ajudante pode, em poucos anos, tornar-se pedreiro, mestre de obras ou pequeno empreiteiro com equipe própria.

Esse efeito formativo é especialmente valioso em regiões onde a oferta de qualificação profissional ainda é limitada. O canteiro funciona como escola prática, transferindo conhecimento técnico e abrindo trajetórias de ascensão profissional que poucos setores conseguem oferecer com a mesma velocidade.

Quanto o setor devolve aos municípios em arrecadação?

Além dos empregos, a atividade da construção alimenta diretamente os cofres municipais. ISS sobre serviços de obra, ITBI nas transações imobiliárias e IPTU sobre os imóveis entregues compõem uma base de arrecadação crescente e recorrente. Na interpretação de Guilherme Campos, investidor com atuação em projetos urbanos, o poder público que facilita o licenciamento responsável e oferece segurança jurídica ao empreendedor está, na prática, investindo na própria receita futura, já que cada empreendimento aprovado se converte em patrimônio tributável permanente.

Há, todavia, um equilíbrio a preservar. Agilidade no licenciamento não pode significar abandono dos critérios técnicos e ambientais. Os municípios que mais avançam são justamente aqueles que combinam processos eficientes com exigências claras, criando previsibilidade para quem investe e proteção para quem habita.

Guilherme Campos
Guilherme Campos

Mão de obra local e o desafio da qualificação no Norte

O crescimento da construção em Roraima esbarra em um gargalo conhecido: a escassez de mão de obra qualificada. Eletricistas, encanadores, armadores e operadores de equipamentos são disputados pelas obras em andamento, o que pressiona custos e prazos. Em linha com o que expõe Guilherme Campos, a resposta passa por parcerias entre empresas, sistemas e instituições de ensino técnico, formando localmente os profissionais que o mercado demanda em vez de importá-los de outros estados a custos elevados.

Ao mesmo tempo, a permanência desses profissionais na região depende de um fluxo contínuo de obras. Um mercado imobiliário ativo e previsível retém talentos, fortalece empresas locais e consolida um ecossistema produtivo que beneficia todo o setor.

Construir é desenvolver

Em síntese, poucos investimentos produzem efeitos tão imediatos e distribuídos quanto a construção civil. Guilherme Campos mantém sua atuação ancorada nessa convicção, estruturando empreendimentos que geram trabalho enquanto constroem o tecido urbano de Roraima. O desenvolvimento regional, no fim das contas, se ergue tijolo por tijolo.

Acompanhe os empreendimentos de Guilherme Campos no Instagram: @guicamposvlg

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Compartilhe este artigo