Punção ou biópsia: Entenda os exames usados para investigar a mama

Astolpho Frederick Gabão
Astolpho Frederick Gabão
Punção ou biópsia da mama: Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica as diferenças entre os exames e quando cada um é indicado no diagnóstico mamário.

Quando um exame de imagem identifica uma alteração na mama, é comum surgir a dúvida sobre quais procedimentos serão necessários para confirmar o diagnóstico, expõe Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, médico especialista em diagnóstico por imagem. Termos como “punção” e “biópsia” costumam gerar ansiedade, mas representam etapas importantes para esclarecer se uma lesão é benigna ou maligna. Entender a diferença entre esses métodos ajuda a reduzir o medo e a preparar a paciente para cada fase da investigação. 

Cada técnica tem indicações específicas, vantagens e limitações, e a escolha depende das características da lesão, do histórico da paciente e dos achados nos exames de imagem. Se você recebeu indicação de um desses exames, conversar com seu médico sobre o motivo da escolha é fundamental para um cuidado mais seguro e transparente.

O que é a punção aspirativa por agulha fina (PAAF)?

A punção aspirativa por agulha fina, conhecida como PAAF, é um procedimento em que uma agulha muito fina é utilizada para aspirar células da lesão. O material coletado é analisado ao microscópio para verificar se há sinais de malignidade.

Investigação da mama com segurança: Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues esclarece como a punção e a biópsia auxiliam na identificação precisa de alterações mamárias.
Investigação da mama com segurança: Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues esclarece como a punção e a biópsia auxiliam na identificação precisa de alterações mamárias.

Tal como apresenta o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a PAAF é um exame rápido, pouco invasivo e geralmente realizado com anestesia local mínima ou até sem anestesia, dependendo do caso. Ela é mais indicada quando se suspeita de cistos ou quando se deseja diferenciar rapidamente uma lesão líquida de uma sólida.

Por coletar apenas células, a PAAF fornece informações citológicas, o que pode ser suficiente em algumas situações, mas nem sempre permite avaliar a arquitetura do tecido, que é importante para diagnósticos mais precisos.

O que é a biópsia por agulha grossa (core biopsy)?

A biópsia por agulha grossa, conhecida como core biopsy, utiliza uma agulha mais calibrosa para retirar pequenos fragmentos de tecido da lesão. Esse material é analisado em laboratório, permitindo avaliar não apenas as células, mas também a estrutura do tecido, informa Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues.

A core biopsy é considerada o padrão mais utilizado quando há suspeita de câncer, pois fornece informações mais completas sobre o tipo de lesão, grau de agressividade e, em alguns casos, marcadores importantes para o planejamento do tratamento. O procedimento é realizado com anestesia local e guiado por imagem, como ultrassonografia, mamografia ou ressonância, o que aumenta a precisão na coleta do material.

Como o médico decide entre punção e biópsia?

A escolha entre PAAF e core biopsy depende de diversos fatores, incluindo o tamanho da lesão, suas características na imagem, a idade da paciente e o contexto clínico. Lesões com aspecto claramente cístico podem ser avaliadas inicialmente por punção, enquanto nódulos sólidos suspeitos geralmente exigem biópsia por agulha grossa.

Conforme alude Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o objetivo é sempre obter a informação mais confiável com o menor grau de invasividade possível, sem comprometer a segurança diagnóstica. Em alguns casos, a punção pode ser apenas uma etapa inicial, sendo seguida por biópsia se os resultados não forem conclusivos.

Essa decisão individualizada evita procedimentos desnecessários e, ao mesmo tempo, reduz o risco de diagnósticos inconclusivos que atrasariam o tratamento quando necessário.

Dor, riscos e recuperação após os procedimentos

Tanto a PAAF quanto a core biopsy são procedimentos considerados seguros e, na maioria dos casos, realizados de forma ambulatorial. A punção costuma causar desconforto mínimo, enquanto a biópsia pode gerar um pouco mais de sensibilidade local e pequenos hematomas.

Segundo o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, complicações graves são raras, e a paciente geralmente pode retomar atividades leves no mesmo dia ou no dia seguinte, seguindo orientações específicas do serviço de saúde.

É importante relatar ao médico o uso de medicamentos anticoagulantes ou histórico de sangramentos, pois esses fatores podem influenciar no preparo para o exame e nos cuidados após o procedimento.

Importância do resultado histopatológico no planejamento do tratamento

Quando a biópsia confirma a presença de câncer, o material coletado fornece informações essenciais para definir a melhor estratégia terapêutica. Além do tipo de tumor, é possível avaliar características que influenciam a escolha entre cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou terapias hormonais.

Essa etapa é decisiva para que o tratamento seja personalizado e iniciado o mais rápido possível. Por isso, atrasos na realização da biópsia ou na liberação do resultado podem comprometer a agilidade do cuidado. Mesmo quando o resultado é benigno, a confirmação histológica traz tranquilidade e permite planejar apenas o acompanhamento, evitando intervenções desnecessárias.

Ansiedade e apoio durante a investigação diagnóstica

O período entre a indicação do exame e a liberação do resultado costuma ser um dos mais difíceis para a paciente. A incerteza gera medo e expectativas que podem afetar o bem-estar emocional.

Na avaliação do doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, oferecer informações claras sobre o procedimento, prazos e próximos passos ajuda a reduzir essa ansiedade. Saber exatamente o que está sendo investigado e por quê traz mais sensação de controle sobre a situação. Esse cuidado humanizado é parte fundamental da boa prática médica, especialmente em contextos que envolvem suspeita de doenças graves.

Exames diferentes para perguntas diferentes

Punção e biópsia são ferramentas complementares na investigação de alterações mamárias, cada uma com seu papel específico. A escolha adequada do método permite obter respostas mais rápidas e confiáveis, reduzindo tanto a ansiedade quanto o risco de atrasos no diagnóstico.

Compreender essas diferenças ajuda a paciente a enfrentar o processo de investigação com mais segurança e confiança. Informação, diálogo e acesso oportuno aos exames formam a base de um cuidado mais eficaz e humano na saúde da mama, resume Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues.

Autor: Astolpho Frederick Gabão

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